Um chamado à prática de oração coletiva



Ainda lembro dos dias da minha infância que as irmãs do círculo de oração, a convite da minha mãe, chegavam na minha casa para mais um período de orações fervorosas juntas. Aquelas reuniões sempre terminavam do mesmo jeito, óleo ungido na minha cabeça, talvez esse fosse o motivo que eu sempre dava um jeito de escapar pra rua.

Quando criança não entendia bem o motivo daquelas reuniões, sempre eufóricas, falando em línguas estranhas, e por vezes carregadas de “revelação”. Não conseguia compreender que aquela era a forma pela qual as irmãs se empenhavam na prática comunitária de oração, em unidade e perseverança, orando e intercedendo juntas pela causa uma das outras.

Sem dúvida, ver e ouvir a oração daquelas irmãs teve papel significante na minha formação espiritual, e aos poucos, a influência delas pavimentaram partes do caminho que anos mais tarde me levariam a unir-me ao Corpo de Cristo, e assim me tornar um cristão. (Talvez, esse seja um bom encorajamento para que os pais cristãos permitam que seus filhos vejam e participem de suas práticas devocionais.)

A HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ TESTEMUNHA O PODER DA ORAÇÃO COLETIVA!


O fato é que uma reunião de oração coletiva carrega um tipo de mistério que só toma sentido à luz das Escrituras, pois reuniões de orações na história cristã nos mostram o poder de uma igreja unida em oração!

A Igreja Primitiva nasceu em uma reunião de oração! Eles descobriram cedo o significado da frase " e eles perseveram juntos [...] nas orações." A perseverança na oração, tanto dos irmãos da igreja de Atos quanto de todos os outros irmãos da história cristã, revela uma verdade fundamental sobre a verdadeira motivação de todos aqueles que esperam pelo Senhor. Tornar essa verdade prática e redescobrir essa verdade tem se tornado um dos maiores desafio dessa geração de cristãos na medida que novas e modernas igrejas emergem diariamente.


A prática de oração coletiva dos cristãos é uma das práticas mais antigas dos relatos bíblicos, de Gênesis à Apocalipse, a Bíblia abre e fecha a história com uma grande reunião de oração.

Foi em uma reunião da oração que o Espírito Santo caiu sobre 120 irmãos na Igreja de Atos e os apóstolos libertos. Foi em uma pequena reunião de oração que o Espírito Santo visitou a rua Azusa e diversos outros lugares no mundo e na história de onde surgiram avivamentos que varreram o mundo. Incontáveis histórias de conversões, curas, milagres e prodígios, nasceram de pequenas reuniões de orações. Essa é a prova maior que onde a Igreja de Cristo se dedica a prática da oração coletiva, unindo as mãos e juntos erguendo a voz em oração, Deus certamente responderá! Essa certeza temos nas palavras de Jesus aos seus discípulos.

"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." Mateus 18:20


As palavras de Jesus nos dão a certeza que o chamado para a oração, é um chamado coletivo! E não importa como ou quando a comunidade irá adentrar essa realidade, basta dois ou três irmãos presentes, unidos no mesmo espírito e na mesma oração, e certamente Jesus ali se fará presente. Assim como bem disse Dietrich Bonhoeffer "Na verdade, orar em comunidade é a situação normal da vida cristã."

Diante disto, gostaria de pontuar pelo menos TRÊS MOTIVOS PELOS QUAIS UMA COMUNIDADE DE DISCÍPULOS DEVE PERSEVERAR NA PRÁTICA DE ORAÇÃO COLETIVA, ou mesmo quem sabe, retornar a esta realidade.


Primeiro, a prática da oração coletiva nos encoraja ao cumprimento do grande mandamento quando oramos uns pelos outros e por suas causas. "E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo." Lucas 10:27

Não há maneira mais eficaz de cumprirmos o Grande Mandamento, sem o colocarmos antes de tudo, em oração. A reinterpretação dessa passagem poderia ser: "Você quer aprender amar ao Senhor teu Deus? Aprenda, amando o seu próximo!"

A tarefa de amar o próximo inevitavelmente nos levará a nos aproximarmos dele como o objeto do nosso amor. Não oramos a um Deus desconhecido e sem nome, e também não devemos fazer assim com nossos irmãos.


O amor ao próximo passa pelo crivo do quanto eu oro por ele também! E abraçar nossos irmãos em oração junto com suas causas, significa que nos aproximaremos de suas fraquezas, suas lutas, suas dores, seus pecados e até suas vergonhas, e finalmente quando os conhecermos, saberemos que somos como eles também. Homens e mulheres pecadores, carentes da graça e da misericórdia de Deus!


Só assim seremos levados ao entendimento correto do que significa aprender amar o Senhor, na medida que aprendermos amar ao nosso próximo. E, certamente isso não acontecerá apenas com as tapinhas nas costas e o cumprimento de mãos que fazemos uns com os outros nos cultos de domingo à noite. Irmãos, a oração nunca é solitária! Ela sempre envolve duas pessoas ou mais, Deus e Deus, Deus e nós, todos nós e nossos Deus. A oração e o amor a Deus e ao próximo necessariamente requer relacionamento.


Segundo. Deus se importa com as orações de seu povo! A Bíblia nos ensina que por meio de Cristo Jesus fomos constituídos Reis e Sacerdotes para Deus, e mais, que um dia reinaremos sobre a terra. É fato que ainda não somos o que seremos um dia, e ainda não ocupamos em plenitude essa posição junto com Cristo. Mas a nossa condição atual como filhos de Deus já foi inaugurada por Cristo, Ele nos fez um reino de sacerdotes. E como sacerdotes nos foi dado o direito de oferecermos sacrifícios de louvores, orações e intercessões ao nosso Deus com a infinita certeza que seremos atendidos.

J.I Packer disse " Os homens que conhecem a seu Deus são, antes de tudo, homens de oração."

Pra Deus não importa se as orações do seu povo são trovejantes nos cultos de oração da comunidade ou se apenas seu povo sussurra seu pelo seu nome diante das tragédias que lhes acometem. Ele é um Deus que ouve e que se importa com as questões do seu povo! Negligenciar a oração coletiva é suprimir o poder e a autoridade que Deus delegou ao seu povo por meio da morte de Seu Filho.


Tive o privilégio de chegar na minha comunidade de fé quando ainda tinha só um ano que fora fundada. Na época, as quartas feiras eram cultos de oração, e bem lá no fundo ou às vezes na entrada da igreja havia um quadro branco, onde as pessoas podiam escrever seus motivos de oração, pois no final do culto o quadro seria levado a frente e juntos intercederíamos pelos motivos ali escritos. Perdemos as contas dos vários testemunhos que recebíamos como fruto daquela intercessão dos santos! Casamentos restaurados, respostas de empregos, reconciliação nas famílias, curas, causas na justiça sendo atendidas, e muitas outras bençãos eram testemunhadas naquela época. A pergunta que surge então para mim e para você é:

- Quantas questões que afetam a sua cidade já teriam sido mudadas se os sacerdotes daquela região tivessem ocupando sua posição de direito?

- Quantos enfermos já teriam sido curados se nós empenhássemos mais em fazer orações de fé?


- Quantos de nossos familiares já teriam sidos alcançados pela graça de Deus, se estivéssemos lutando uns pelos outros em oração?


A verdade é que a falta de curas, milagres, conversões, e derramar do Espírito está mais associada à nossa falta de apetite e de fé, do que a vontade de Deus em nos dar muito mais daquilo que pedimos ou pensamos.


E por fim. A oração coletiva nos lembra que o fim de tudo é Cristo em nós, a esperança da glória. O entendimento que deve nos guiar no exercício da oração coletiva é que somos uma comunidade de filhos aceitos na família de Deus, através da obra do nosso irmão mais velho, Jesus Cristo, por meio do poder do Espírito Santo.

Toda vez que damos as mãos para orar, fazemos isso em nome do Filho de Deus. Toda vez que nos reunimos em torno de um quadro ou uma lista de oração, fazemos isso em nome do Filho de Deus. E mais gratificante ainda é saber que, Jesus participa da nossa reunião de oração! Ele se junta a multidão de homens pecadores e intercede por nós e conosco ao Pai.

Quando levantamos nossas vozes aos céus com a esperança da nossos voltada a Deus, nos juntamos ao salmista dizendo: "Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra."


A salvação dos cristãos é o Senhor! É somente pelas promessas que Ele nos deixou, é podemos que perseverar na sua espera. Orar em conjunto tem o poder de reavivar nossos corações por essas promessas que Cristo nos deixou, sendo a principal delas que, um dia Ele voltará.


É por isso irmãos, pela glória de Cristo, pela exaltação do seu nome, pelo bem da Sua Igreja e por tudo que Ele fez por nós, é que devemos nos reunir em seu nome na busca coletiva em oração.

"...Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agradecidos." Colossenses. 4:2

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