Se não morrer

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. Ele, a Palavra, estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas através dele, e, sem Ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens;(...) E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. Vimos a sua glória, glória como a do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade.” (João 1:1-4;14)


Nas palavras de Dietrich Bonhoeffer: “A graça barata é a pregação do perdão sem contrição, é o batismo sem a disciplina duma congregação, é a ceia do Senhor sem confissão de pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo, vivo e encarnado.” E continua: “Quando Cristo chama um homem, ordena-lhe que vá e morra!”.


Com esta afirmação somos encaminhados a essência do discipulado. Quando as Escrituras Sagradas falam do discipulado de Jesus, proclamam a libertação do homem de todos os conceitos humanos, de tudo o que oprime quanto sobrecarrega, quanto provoca preocupações e tormentos de consciência. No discipulado, o ser humano sai do duro jugo de suas próprias leis e passa para o jugo brando de Jesus.


“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. ” (Mateus 11:28-30)


O mandamento de Jesus é duro, desumanamente duro, para aquele que se lhe opõe. Mas este mesmo mandamento é brando e não difícil para aquele que a ele é voluntariamente se entrega.


Somente aquele que nos ordena que o sigamos, sabe onde o caminho conduz. Duas vezes Pedro ouviu a chamada “Segue-me!”, foram essas as primeiras e as últimas palavras de Jesus a este seu discípulo (Mc 1:17; Jo 21:22). Da primeira vez, em obediência cega, Pedro larga as redes e abandona sua profissão, da última é o Ressuscitado que o encontra, no mesmo lugar. Entre estas duas chamadas desdobra-se toda uma vida de discipulado de Cristo.


A resposta ao discipulado não é uma confissão oral da fé em Jesus, mas sim um ato de obediência. Ser discípulo significa dar passos específicos em que o primeiro deles que se segue a chamada separa o discípulo da sua existência anterior, permanecer na situação antiga e ser discípulo é impossível. É necessário abandonar tudo e caminhar com o Filho de Deus feito homem. A partir daí o discípulo fica na situação de poder crer. Se não segue após Jesus, se fica para trás, não aprende a crer. A chamada concreta de Jesus e a obediência simples tem sentido irrevogável. Jesus chama a uma situação concreta em que a fé se torna possível.


“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus.” (Efésios 2:8)


Quem segue absolutamente o mandamento de Jesus, sem resistência, o jugo de Jesus, o fardo que o tal tem de levar torna-se leve e percebemos que recebemos na doce pressão desse jugo a força necessária para percorrer o caminho direito sem cansaço.

“Em verdade, em verdade vos asseguro que se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, permanecerá ele só; mas se morrer produzirá muito fruto” (João 12:24)


Jesus foi enfático em expor clara e insofismavelmente aos discípulos o imperativo do sofrimento. Assim como Cristo só é Cristo quando sofredor e rejeitado, assim também o discípulo só é discípulo se com Cristo, também estiver crucificado.


Cada chamada de Cristo conduz a morte. A chamada ao discipulado de Jesus, o batismo em nome de Jesus são morte e vida.


“Se alguém quiser vir a mim, negue-se a si mesmo”. A autonegação nunca pode constituir-se de uma série, por mais longa que seja, de atos isolados de auto martírio mas consiste em conhecer só a Cristo, e não mais a si próprio. A autonegação repete constantemente e quase que audivelmente apenas isto: “Ele caminha a frente; permanece tu firmemente apegado a Ele.”


“Mas eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” (João 12:32)

“Por que estás assim tão abatida, ó minha alma? Por que te angustias dentro de mim? Deposita toda a tua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei por seu livramento; Ele é o meu Salvador.” (Salmos 42:5)


(Reflexões extraídas da leitura de “Se não morrer... fica só - Dietrich Bonhoeffer)




Deus nos abençoe! Com amor,

Pra. Priscila Alcântara



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