“Seja bem vindo ao contexto da contracultura!” Na sociedade contemporânea especializamo-nos em ruído, pressa e ativismo. Ou como menciona Foster, se “nosso Adversário conseguir nos manter debaixo de um amontoado de coisas, descansará satisfeito”.


Cumprindo um ministério extraordinariamente atarefado, Jesus criou o hábito de afastar-se para “um lugar deserto” (Mateus 14. 13) e não o fazia apenas para afastar-se dos homens, mas para aproximar-se do Pai. Queria ouví-Lo e manter comunhão com Ele, desta forma ensina-nos a fazer o mesmo.


A meditação não é um processo de esvaziamento da nossa mente, mas uma meditação cristã nos conduz a preenche-la. Com muita frequência, a meditação produz percepções extremamente práticas, quase seculares como Foster mesmo descreve.


A meditação também não é simplesmente aumentar nosso conhecimento intelectual, mas leva-nos a um encontro vivo com Cristo. A presença contínua de Jesus, Sua onipresença, deixa de ser um dogma teológico e passa a ser uma realidade radiante.


De forma simples a meditação é a capacidade de ouvir a voz de Deus e obedecer à Sua Palavra, é aprender a viver orientado por Ele, é ser orientado em como seguir de forma prática no meu dia-a-dia com mais equilíbrio e uma perspectiva alargada sobre as coisas, é enxergar a ‘grande pintura”. Meditação é construir um santuário em nosso coração. Na meditação Deus age, fala, ensina e orienta e o homem ouve e obedece, isto é comunhão.

A queda trouxe ruptura do senso de comunhão e nos especializamos no ritmo frenético. Cristo veio e nos sinaliza aquilo que é realmente necessário, a comunhão perene, ininterrupta. Ele nos abriu os olhos para esta comunhão viva, pela qual veríamos o Redentor e Rei (João 5.19).


Partindo para a ação desta disciplina, como então desenvolver a meditação? A resposta é tão simples quanto a definição da disciplina. A melhor maneira de aprender a meditar é meditando. Ninguém começa de um dia para o outro e será necessário aprender com Cristo e fazer disso um hábito. Passo agora à algumas orientações sobre a meditação:


1. Prepare-se para este momento.


Se nos prendermos às atividades, não conseguiremos nos concentrar. Pratique o “ócio santo”, a capacidade de se apaziguar em meio às atividades do dia.

Salmos 116.7 “Retorne ao seu descanso, ó minh’alma, porque o Senhor tem sido bom para você.


Encontre um “cantinho”, escolha um momento do seu dia para isso, afaste-se d celular e de qualquer outra coisa que tire sua atenção. Há uma bela paisagem ao seu redor? Aproveite-a. Se não houver, não faça disso uma desculpa, crie um ambiente.


2. Medite nas Escrituras


Entregue-se à leitura de forma pessoal, essa não é a hora da exegese. Não se exija demais!

Saboreie a Palavra, se um ponto de tocou permaneça nele sem a necessidade de procurar além. Alegre-se com a segurança da presença de Deus.


3. Aquiete-se na meditação contemplativa


Descubra Deus na criação, preste atenção na ordem criada. Foi Deus quem determinou que existíssemos e nosso contentamento interior não deve basear-se no que fazemos mas em quem somos.


E o que dizer da criação? Céus, terra e todos os seres viventes proclamam a Sua Glória, seja envolvido por isso.


4. Medite nos fatos presentes


Tenha uma perspectiva profética sobre os eventos que te rodeiam. Qual a importância dos fatos presentes? Quais seus significados? Como posso aprender e me mover nesta realidade?


Em tudo, tenha paciência consigo mesmo. Não tenha pressa! Faça desse momento algo precioso, como de fato deve ser. Seremos transformados à medida que adentramos em Sua Presença e meditamos dia após dia.



Reflexões extraídas de “Celebração da disciplina” de Richard J. Foster

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