Mártires ou idólatras?


No ano de 305 Diocleciano abdicou do trono Imperial, Constantino e Maxêncio eram dois dos quatro homens que aspiravam a coroa que entraram em guerra em 312. Constantino afirmou ter visto no céu uma cruz luminosa com a frase "In Hoc Signo Vinces" (Por este sinal vencerás) e adotou esse simbolo como insígnia de seu exército. Convencido de que sua vitória veio por meio desse simbolo, no ano 313 promulgou o edito de Tolerância, que acabou com as perseguições que causavam a morte dos cristãos, (conhecido como o martírio vermelho - se referindo à morte de sangue) e tornou o cristianismo religião oficial do Império Romano. Isso impactou drasticamente o Cristianismo da época, pois o sangue dos mártires como dizia Tertuliano é a semente do Cristianismo, a história nos prova que sempre que havia perseguição a Igreja era purificada e crescia. De repente a Igreja se encontra numa nova fase e a forma como alguns cristãos reagiram a isso teve muitos pontos negativos. Começa uma fase de martírio branco, é nesse contexto que se originam os monges ao Norte do Egito Antigo, homens que começaram a ir para o deserto tentando fugir das coisas que lhe causavam tentação, tentando combater a própria idolatria decidiam ficar isolados do convívio, alguns subiam em árvores, e de lá ensinavam as pessoas que passavam, comiam e alguns até morriam, por causa do falso entendimento de que o pecado estava na cidade e nas relações maritais.

De certa forma nós repetimos esses erros hoje através do isolamento da vida em comunhão por motivos diversos, alguns afim de lidar com o pecado, frustrações, tentações ou para passar tempo a sós com Deus. De todo, o se retirar para o deserto tinha lições boas que precisamos aprender como ter um tempo de solitude onde saímos de um lugar de agito para ouvir o que Deus tem a ministrar a nós, o erro está em permanecer lá tempo após tempo e nunca retornar ou ficar em solidão e vergonha nesse lugar lutando sozinhos com pecados e tentações. Quando poderíamos nos arrepender, confessar e ser curados, reconhecendo que uma das formas que Deus usa também é os relacionamentos e que o retorno para o convívio afim de ser sal e luz em todos os lugares por onde passarmos é vital, pois nós fomos criados para a comunhão e temos uma missão.


Ao nos deparar com as tentações diárias, sofrimentos que com certeza virão, a nossa oração é que a Trindade nos ajude a aprender com o que Orígenes falava: "De uma tentação ou saímos mártires ou idólatras".


Jaqueline Santana


Fonte dos fatos históricos: livro "História da Igreja Cristã" de Jesse Lyman

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