Cristo, nossa Páscoa

“Pois Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1 Coríntios 5.7)


Segundo Spurgeon, um dos pontos mais interessante nas Escrituras é a sua tendência constante de revelar Cristo e talvez uma das mais belas figuras sob a qual Jesus Cristo é exibido no texto sagrado é como cordeiro pascal.


Êxodo é uma poderosa, dramática e verídica história da obra salvífica de Deus. A salvação é Deus fazendo por nós o que nós mesmos não podemos fazer. Cerca de metade do livro é uma narrativa emocionante de um povo maltratado que é salvo da escravidão para uma vida de liberdade. A outra metade é composta de instruções meticulosas a respeito de viver a vida de salvação e de liberdade. Da mesma forma, a história da salvação não pode ser completa sem as duas partes.


Israel estava no Egito, em extrema escravidão. A severidade de sua escravidão havia aumentado continuamente até que se tornou tão opressiva que seus gemidos chegaram ao céu. O Deus de Israel determinou que desferiria algo terrível sobre o rei do Egito e a nação egípcia e libertaria o seu povo.


Êxodo 3.7-10 “E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu. E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito.”

Da mesma forma nós, embora tenhamos ou estejamos caminhando pelo deserto, lutando contra inimigos, passado calor escaldante ou frio congelante, nunca mais voltamos ao Egito. Ainda que nosso coração possa ter desejado os alhos, cebolas e as panelas de carne de lá, nunca fomos colocados novamente sob escravidão. A Palavra de Deus desferiu o golpe em nosso pecado. Ele nos deu Jesus Cristo, nosso sacrifício, e naquela noite Ele nos libertou do Egito.


Que excelente figura de Cristo! Nenhum outro animal poderia ser tipificado tão bem o santo inocente, sem mácula e separado dos pecadores.

O cordeiro será macho, sem defeito e de um ano. (v.5)


Um cordeiro macho de 1 ano está no auge do seu vigor, quando sua força não está esgotada e acabara de entrar em sua maturidade. Nosso Cordeiro, aos 34 anos de idade era saudável e forte, um cordeiro não apenas sem defeito, mas com todas as suas capacidades plenamente desenvolvidas. Embora seu corpo tenha sido massacrado e seu rosto tenha sido desfigurado muito além do que qualquer outro homem, ele estava no auge de seu vigor.


Ele não se entregou para morte quando era um jovem, porque assim não teria entregue tudo que seria. Ele também não entregou a morte quando mais velho, porque assim já estaria em decadência. Ele se entregou em sua plena perfeição de força e saúde. Ele entregou o melhor de sua vida adulta.


Vocês conseguem encontrar algum defeito em seu salvador? Você é capaz de fazer tal acusação? Sua fidelidade se afastou de você? Suas palavras não foram cumpridas? Suas promessas falharam? Ele esqueceu de seus compromissos? Em qualquer aspecto, você consegue encontrar nele algum defeito? Ninguém encontrará! Ele é o cordeiro sem mancha, o puro, o imaculado, " o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”( João 1:29) e nele não há pecado.


O cordeiro forte e poderoso que podia fugir ou lutar, decidiu ser obediente e se humilhou, tornando-se semelhante ao homem.


Filipenses 2:5-8 “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!”

“Se Jesus se entregou ao Deus pai, consagrou a ele sua força seu vigor sua juventude, não devemos nos também fazer o mesmo. E se sou um homem maduro não sou duplamente obrigado a dar minha força a ele? E se já sou mais velho não devo ainda consagrar a ele o tempo que me resta? Ele deu tudo que tinha, não devo dar meu pouco a ele? Não deveríamos nos sentir impelidos a entregar nosso serviço a ele, entregar em seu altar nosso corpo, nosso ser, nossos talentos, nosso tempo?!” (Charles Spurgeon)

Voltemo-nos ao dia em que fomos libertos do Egito, trabalhando duro para nos tornamos melhores e percebendo que isso não tinha proveito algum. Acheguemo-nos com o coração grato para participar da Páscoa, nosso Salvador venceu! Comamos sua carne e bebamos do seu sangue, estes são verdadeira comida e verdadeira bebida (Jo 6.55). Sim, Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.




Deus te abençoe.

Pra. Priscila Alcântara

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