Bem aventurados os pobres de espírito

(Baseado no livro: Beatitutes de João Calvino)


As bem aventuranças podem ser usadas para ensino ético, inculcando certas formas de comportamento, ou como um veículo que oferece segurança e esperança aos aflitos de que Deus irá intervir para corrigir os rumos da história.


Calvino não trata as bem aventuranças como requisitos para a entrada no Reino anunciado por Jesus, mas, como marcas pelas quais aquelas pessoas que já estão no Reino possam ser discernidas, e a graça de Deus sobre eles seja visível em um mundo decaído. Não fala de esforço moral, mas de disposição mental, interior: “Regozijai-vos e exultais” (Mt 5:12). A esperança escatológica está no centro do ensino de Jesus aqui. O já e o ainda não, a experiência presente de sofrimento do crente e sua futura exaltação em Cristo, pois todas as bem aventuranças encontram sua realidade NELE, não listas abstratas de virtude moral, mas à pessoa de Jesus, cuja imagem somos conformados mediante o Espirito, que em nós habita.


Jesus se retirou para as montanhas, vendo seus discípulos, começou a ensiná-los onde a verdadeira felicidade humana pode ser encontrada. Com certeza, eram ensinos muito importantes para eles que deveriam ser lembrados e obedecidos.

Ele quer ensina-los onde está a verdadeira paz de espirito, e que objetivos realmente deveriam almejar. É basicamente o tipo de vida a que o nosso Senhor nos chama, uma vez que entramos para sua escola da vida.


Ele nos convida a renúncia do eu e carregar a cruz. Segundo Calvino, a palavra “cruz” implica que todos deveriam carregar consigo mesmo sua própria força, que haveríamos de ser zombados, caluniados, ultrajados, enfim... e que deveríamos carregar esse fardo bravamente sobre nossos ombros, como um viajante carrega sua bagagem em suas costas. Ele diz que não podemos ir atrás dele e ser considerados seus seguidores ATÉ QUE carreguemos esse fardo. Para isso desistimos de nosso conforto! Uma vida vivida em contínua fraqueza, carregar nosso fardo é ser reconhecido como completamente miserável do ponto de vista do mundo. Esse é o claro beabá ensinado na Escola de Cristo.


Ele prega que nossa felicidade e benção não vem de aprovação do mundo, ou de riqueza, honrarias, gratificações e prazer. Ao contrário, podemos ser completamente oprimidos, em lagrimas e choro, perseguidos, e conforme todas as aparências, arruinados, mas nada disso deve afetar nossas convicções ou diminuir nossa alegria e felicidade. Porque? Porque nossos olhos estão no resultado final. É isso que Cristo nos leva a lembrar, para corrigirmos as falsas ideias de que nós nos alimentamos, e ou poluem nossos pensamentos, de que não devemos aceitar esse jugo. Olhemos para além, e consideremos o resultado final de nossas aflições, lagrimas, insultos. Finalmente veremos, como Deus transforma tudo isso para o nosso bem e para nossa salvação, concluiremos que a felicidade será seguramente nossa, independente de quão contraria seja à nossa natureza.


“Bem-aventurados os pobres de espirito, porque deles é o reino dos céus.”.


Alguns comentaristas dizem que os pobres de espirito são aqueles que não confiam em si mesmos, que reconhecem que são sem integridade, sabedoria e retidão. A palavra “pobres” é usada no hebraico para se referir a homens de baixo escalão, mas também àquele que sofreu humilhação ou perda. Isso é porque a prosperidade nos enche de orgulho e ambição, como resultado desejamos os holofotes, e queremos ser melhores que o nosso vizinho. Mas, uma vez que Deus empunhe sua vara e nos dome, nossos hábitos arrogantes desaparecem.

A medida que o sofrimento nos disciplina, a expressão de Jesus designa tanto o pobre quanto o humilde. Um homem fisicamente forte e intocado por doença alguma, sente-se livre para tomar o rumo que deseja. Basta apenas alguns meses de enfermidade, e ele arrasta seus pés, mas se torna uma pessoa diferente. O mesmo é verdadeiro para o espirito. Quando temos tudo que queremos, nossos apetites se tornam sem limites, nos tornamos inchados em nosso orgulho e ficamos bêbados que esquecem o que significa temperança. Entretanto, quando Deus nos traz desprezo, nosso bom nome é destroçado, falsas acusações e calunias são colocadas sobre nós, estamos pobres e à deriva, sem conforto ou ajuda – quando experimentamos toda sorte de adversidade, então aprendemos o que significa moderação.


Aqueles que são pobres são abençoados, porque a pobreza os disciplinou, produzindo neles uma pobreza de espirito. Ou seja, seus corações não são mais orgulhosos ou focados no mal. A pobreza vem de dentro e expulsa todo orgulho, nos fazendo considerar que nada de bom há em nós mesmos, nos rendendo para aceitar a rejeição do mundo.


Jesus nos encoraja para que não resistamos à mudança, e sejamos capazes de aprender. Ele mesmo nos tornará humildes à medida que nos disciplina através do sofrimento, pois todas as coisas cooperam para aqueles que amam a Ele e são chamados segundo o Seu propósito. AMÉM!



Jaqueline Santana





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